quinta-feira, 17 de setembro de 2009

455 sentidos

Caminhando na velocidade do desespero como quem quizera chegar em algum lugar desportante, passo dentre o engarrafamento da ideia de cidade, desvio das gravatas sufocantes e dos Scarpins trituradores de ruas. Volto os olhos aos céus como quem procura algo, entretanto, ofuscada pelos raios ultraviolentos, a lua prefere olhar tudo de sua cobertura feito mulher que nina teu filho Jorge. Continuo - metros adiante, após o verde dos semáforos, De supetão um tapa no rosto! olho para os lados e não encontro a mão pesada que golopeara-me a face - o golpe veio do vento, sopro este que saiu do vão livre d'alma, então descobri que todos tornam-se paulistanos quando caem em si ao notar que tens n'alma um vão livre; sustentado por pilares vermelho-pungentes, o chão rústico e de teto cinza!



vixuz-victor-eu!

Um comentário:

Dan disse...

Oi,

Você conseguir com muito pouco, exprimir a dor de não ter rosto.

Abraços